quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Revolução 1932 - soldados constitucionalista


Era Vargas II


Era Vargas


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Formação do povo brasileiro


A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO

 

A história nos conta que o povo brasileiro foi formado a partir de misturas de grupos étnicos (raças).

O Brasil é um país de grande miscigenação (mistura de povos), ou seja, é um país que tem muitos casamentos entre as várias etnias.

Tudo começou no século XVI, com a chegada dos brancos, mais precisamente dos portugueses. Com a colonização (pessoas vindo morar no país), misturou-se o sangue dos portugueses com os índios, que já estavam aqui antes do descobrimento do Brasil.

Mais tarde, os negros foram trazidos da África à força pelos portugueses para trabalharem como escravos no cultivo da cana-de-açúcar.

Pode-se dizer que a mistura dessas três etnias ou raças deu origem à formação do povo brasileiro: índios, brancos e negros.

Da mistura desses povos surgiram os mestiços: o mulato, o caboclo e o cafuzo.

Branco com negro deu origem ao MULATO.

Índio com Branco deu origem ao CABOCLO.

Negro com índio deu origem ao CAFUZO.

Com o passar dos séculos chegaram outros imigrantes (pessoas que vêm de outros países), vindos das mais variadas regiões da Terra.

Esses outros povos que chegavam se misturavam entre si e também com os povos que aqui já estavam. E essa miscigenação pode ser observada no rosto, no corpo, nos hábitos, nas crenças e nos valores de cada brasileiro. Não somos um povo idêntico, com características semelhantes, pois somos resultado da miscigenação, mistura de várias etnias.

Por isso, a maioria da população hoje é mestiça.

 

 

CONCENTRAÇÃO POPULACIONAL BRASILEIRA

 

Povo: conjunto de pessoas.

Nação: país, local de nascimento.

População é o conjunto de pessoas que habitam um determinado lugar.

Então, onde estão dos brasileiros?

A maioria da população brasileira concentra-se no litoral, sendo o interior menos povoado.

A concentração da população brasileira iniciou-se na época em que o Brasil era colônia de Portugal. Isso aconteceu porque a construção de cidades próximas do litoral facilitava o transporte de matérias-primas pelos portos marítimos.

A maioria da população vive nas cidades, em todo país.

 

PARA CASA: PESQUISA NA FAMÍLIA

 

Procure conversar em casas e descobrir a sua descendência.

 

ATIVIDADES

 

1- Leia o texto silenciosamente.

2- Coloque (V) ou (F):

( ) O povo brasileiro foi formado por mistura de raças.

( ) O branco já vivia no Brasil e depois vieram os índios.

( ) Os índios estavam aqui e chegaram os brancos.

( ) A mistura de brancos e índios deu origem ao mestiço caboclo.

( ) Depois chegaram os negros.

( ) A mistura de negros com brancos deu origem ao cafuzo.

( )Os brancos também se misturaram com os negros dando origem ao mestiço Cafuzo.

( ) Os índios se misturaram com os negros e deu origem ao mestiço Mulato.

 

3- Ligue:

branco + índio cafuzo

negro + branco mulato

negro + índio caboclo

 

4- Responda no caderno

a- O que é miscigenação?

b- O que é etnia?

c- Porque os negros vieram da África para o Brasil?

d- O que é imigrante?

e- Porque os brasileiros não são todos parecidos como acontece em alguns países do mundo?

f- O que é população?

g- O que significa: POPULAÇÃO BRASILEIRA?

h- Qual é a sua nação?

i-Onde concentra-se a maioria da população brasileira? Porque?

 

5- A maioria das pessoas brasileiras vivem nas cidades. ( ) certo ( ) errado

 

6- Brancos – negros – índios. A mistura dessas três etnias deram origem a formação do povo brasileiro que temos hoje. ( ) certo ( ) errado

 

7- Complete com as palavras: branco – negro – índios.

 

a- Eles foram os primeiros habitantes do Brasil.

_______________

b- Eles chegaram e tomaram posse das terras.

_______________

c- Os índios se misturaram com os _____________ e deram origem ao mestiço caboclo.

d- Os ____________ vieram forçados para trabalharem de escravos no Brasil no lugar dos ___________.

e- Hoje existem poucos _______________ e os ___________ continuam tirando deles a natureza.

Atividade de fixação - substantivos


1. Numa das seguintes frases, há uma flexão de plural grafada erradamente:
a) os escrivães serão beneficiados por esta lei.
b) o número mais importante é o dos anõezinhos.
c) faltam os hifens nesta relação de palavras.
d) Fulano e Beltrano são dois grandes caráteres.
e) os répteis são animais ovíparos.

2. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”:

a) vulcão, abaixo-assinado;
b) irmão, salário-família;
c) questão, manga-rosa;
d) bênção, papel-moeda;
e) razão, guarda-chuva.

3. Assinale a alternativa em que está correta a formação do plural:

a) cadáver – cadáveis;
b) gavião – gaviães;
c) fuzil – fuzíveis;
d) mal – maus;
e) atlas – os atlas.

4. Indique a alternativa em que todos os substantivos são abstratos:

a) tempo – angústia – saudade – ausência – esperança– imagem;
b) angústia – sorriso – luz – ausência – esperança –inimizade;
c) inimigo – luz – esperança – espaço – tempo;
d) angústia – saudade – ausência – esperança – inimizade;
e) espaço – olhos – luz – lábios – ausência – esperança.

5. Assinale a alternativa em que todos os substantivos são masculinos:

a) enigma – idioma – cal;
b) pianista – presidente – planta;
c) champanha – dó(pena) – telefonema;
d) estudante – cal – alface;
e) edema – diabete – alface.

6. Sabendo-se que há substantivos que no masculino têm um significado; e no feminino têm outro, diferente. Marque a alternativa em que há um substantivo que não corresponde ao seu significado:

a) O capital = dinheiro;
A capital = cidade principal;

b) O grama = unidade de medida;
A grama = vegetação rasteira;

c) O rádio = aparelho transmissor;
A rádio = estação geradora;

d) O cabeça = o chefe;
A cabeça = parte do corpo;

e) A cura = o médico.
O cura = ato de curar.

7. Marque a alternativa em que haja somente substantivos sobrecomuns:

a) pianista – estudante – criança;
b) dentista – borboleta – comentarista;
c) crocodilo – sabiá – testemunha;
d) vítima – cadáver – testemunha;
e) criança – desportista – cônjuge.

8. Aponte a seqüência de substantivos que, sendo originalmente diminutivos ou aumentativos, perderam essa acepção e se constituem em formas normais, independentes do termo derivante:

a) pratinho – papelinho – livreco – barraca;
b) tampinha – cigarrilha – estantezinha – elefantão;
c) cartão – flautim – lingüeta – cavalete;
d) chapelão – bocarra – cidrinho – portão;
e) palhacinho – narigão – beiçola – boquinha.

9. Dados os substantivos “caroço”, “imposto”, “coco” e “ovo”, conclui-se que, indo para o plural a vogal tônica soará aberta em:

a) apenas na palavra nº 1;
b) apenas na palavra nº 2;
c) apenas na palavra nº 3;
d) em todas as palavras;
e) N.D.A.

10. Marque a alternativa que apresenta os femininos de “Monge”, “Duque”, “Papa” e “Profeta”:

a) monja – duqueza – papisa – profetisa;
b) freira – duqueza – papiza – profetisa;
c) freira – duquesa – papisa – profetisa;
d) monja – duquesa – papiza – profetiza;
e) monja – duquesa – papisa – profetisa.

11.O plural dos substantivos “couve-flor”, “pão-de-ló” e “amor-perfeito”, é:

a) couve-flores; pães-de-ló; amores-perfeitos;
b) couves-flores; pães-de-ló; amores-perfeitos;
c) couves-flores; pão-de-ló; amor-perfeitos;
d) couves-flores; pão-de-lós; amores-perfeitos;
e) couves-flores; pães-de-ló; amor-perfeitos.

12. Indique o grupo de substantivo que só admite o artigo “o” :

a) cal, dó, sentinela;
b) contralto, eczema, aluvião;
c) hosana, apêndice, apendicite;
d) telefonema, eclipse, afã;
e) trama, elipse, omoplata.

13. Indique a alternativa que apresenta erro na forma do plural:

a) sol: sóis; fúsil: fúseis; anão: anões;
b) peão: peões; guardião: guardiãos; caráter: caracteres;
c) órgão: órgãos;corrimão: corrimãos; mel: méis;
d) sótão: sótãos; álcool: álcoois; cônsul: cônsules;
e) faisão: faisães; anil: anis; capitão: capitães.

14. Assinale a alternativa que contiver todos os termos com plural correto:

a) luso-brasileiras; rosas-chá; sapatos-areia; decretos-lei;
b) guardas-marinha; prócers; procônsules; totens;
c) grã-cruzes; chefes-de-seção; surdo-mudos; primas-donas;
d) saias-calças; ouvidores-mor; baixos-relevos; gatos-pingados;
e) sapatos-de-cristais; coronéis-de-barrancos; olhosde-gatos.

15. Entre os substantivos aqui relacionados, há um que é do masculino qual?

a) hóstia;
b) Anátema;
c) Ráfia;
d) Antífona;
e) Estenia.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Conjuração Mineira, Conjuração Baiana e Revolução Pernambucana


Conjuração Mineira

O que foi

A Conjuração Mineira, também conhecida como Inconfidência Mineira, foi um movimento de caráter separatista, ocorrido em Minas Gerais no ano de 1789, cujo principal objetivo era libertar o Brasil do domínio português. O lema da Conjuração Mineira era “Liberdade, ainda que tardia”.

Principais integrantes da Conjuração Mineira (inconfidentes):

- Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier) – alferes, minerador e tropeiro

- Claudio Manuel da Costa – poeta

- Inácio José de Alvarenga Peixoto – advogado

- Tomás Antônio Gonzaga – poeta

- Francisco de Paula Freire de Andrade – coronel

- Carlos Correia – padre

- Oliveira Rolim – padre

- Francisco Antônio de Oliveira Lopes - coronel

Principais causas:

- Exploração política e econômica exercida por Portugal sobre sua principal colônia, o Brasil;

- Derrama: caso uma região não conseguisse pagar 1500 quilos de ouro para Portugal, soldados entravam nas casas das pessoas para pegar bens até completar o valor devido;

- A proibição da instalação de manufaturas no Brasil.

Objetivos principais:

- Obter a independência do Brasil em relação a Portugal;

- Implantar uma República no Brasil;

- Liberar e favorecer a implantação de manufaturas no Brasil;

- Criação de uma universidade pública na cidade de Vila Rica.

A Questão da Escravidão

Não havia consenso com relação à libertação dos escravos. Alguns inconfidentes, entre eles Tiradentes, eram favoráveis à abolição da escravidão, enquanto outros eram contrários e queriam a independência sem transformações sociais de grande impacto.

O fim da Conjuração Mineira

 

O movimento foi delatado por Joaquim Silvério dos Reis ao governador da província, em troca do perdão de suas dívidas com o governo. Os inconfidentes foram presos e condenados. Enquanto Tiradentes foi enforcado e teve seu corpo esquartejado, os outros foram exilados na África.

Conjuração baiana

 

O que foi

Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, a Conjuração Baiana foi uma revolta social de caráter popular ocorrida na Bahia em 1798. Teve uma importante influência dos ideais da Revolução Francesa. Além de ser emancipacionista, defendeu importantes mudanças sociais e políticas na sociedade.

Causas

- Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais e alimentos. Além disso, reclamavam da carência de determinados alimentos.

- Forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.

Objetivos

- Defendiam a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal;

- Defendiam a implantação da República;

- Liberdade comercial no mercado interno e também com o exterior;

- Liberdade e igualdade entre as pessoas. Portanto eram favoráveis à abolição dos privilégios sociais e também da escravidão;

- Aumento de salários para os soldados.

Líderes

- Um dos principais líderes foi o médico, político e filósofo baiano Cipriano Barata.

- Outra importante liderança, que atuou muito na divulgação das ideias do movimento, foi o soldado Luís Gonzaga das Virgens.

- Os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento.

Quem participou

- O movimento contou com a participação de pessoas pobres, letrados, padres, pequenos comerciantes, escravos e ex-escravos.

A Revolta

A revolta estava marcada, porém um dos integrantes do movimento, o ferreiro José da Veiga, delatou o movimento para o governador, relatando o dia e a hora em que aconteceria.

O governo baiano organizou as forças militares para debelar o movimento antes que a revolta ocorresse. Vários revoltosos foram presos. Muitos foram expulsos do Brasil, porém quatro foram executados na Praça da Piedade em Salvador.

Você sabia?

- A Conjuração Baiana é também chamada de Revolta dos Alfaiates, pois muitos destes profissionais participaram do movimento.

A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA

As invasões napoleônicas em Portugal fizeram com que a Família Real migrasse para o Brasil em 1808, estabelecendo um regime político focado na região centro-sul brasileira. Como mandatários, os portugueses forneciam os melhores cargos e, consequentemente, melhores condições de vida aos seus patrícios que mudaram para o Brasil, causando insatisfação aos habitantes de nacionalidade brasileira.

Pernambuco foi o estado que respondeu com maior indignação às negligências lusitanas, pois sofria uma grave crise econômica desde a expulsão dos holandeses, com a queda na produção e mercantilização do açúcar e do algodão. A região também teve grandes danos com a grande seca de 1816, aumentando a miséria de sua população com a devastação dos solos e a falta de comida.

A Independência nos Estados Unidos e a concentração popular que marcaram a Revolução Francesa foram os movimentos políticos que motivaram a organização de um movimento emancipacionista, que ficou conhecido como Revolução Pernambucana.

Valendo-se dos ideais iluministas, em 1817 os líderes maçons Domingos José Martins e Antônio Cruz e os padres João Ribeiro e Miguelinho foram os principais líderes dessa insurgência. Eles organizaram um governo provisório que durou 75 dias, com representantes do clero, do comércio, do exército, da justiça e dos engenhos para ocupar os cargos depois de um grande confronto com o então governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro.

Os pernambucanos revoltosos eram a favor do regime republicano e resolveram, a priori, diminuir os altos impostos e tributos cobrados pelos lusitanos, abolir os títulos de nobreza e ceder o direito à liberdade de imprensa, assim como o fez os Estados Unidos.

O governo provisório buscou apoio dos estados mais próximos da região Norte e Nordeste, mas foram impedidos pelas forças militares portugueses e pela falta de apoio popular.

Sabendo do perigo que podia representar à Coroa o alastramento da revolta, D. João VI enviou tropas militares para cercar o porto de Recife por terra e por mar. O elevado número de combatentes garantiu a vitória aos lusitanos, que fizeram questão de prender aqueles que não foram mortos em batalha.

Alguns líderes, como Teotônio Jorge, padre Souza Tenório, Antônio Henriques e José de Barros Lima, foram capturados e condenados à morte, culminando no fim da Revolução Pernambucana, que se caracterizou pela revolta popular em busca do poder e por ser o último movimento revolucionário antes da Independência do Brasil, em 1822.